10 ANOS DE PORTUGAL…

Hoje é dia de arrumar a mala! Estou chegando Portugal!

Sim, passaram 10 anos desde aquele efervescente 2004 no qual atravessamos o oceano rumo a Portugal! Uau… que emoção que foi…

Eu e o cumpadre Stein, seguidos pelo cumpadre Zig, encaramos nossa primeira aventura portuguesa. Quem diria que viriam tantas mais… Quem diria que seriam tantos sertões, tantas oficinas de tocadores, tantas rotundas, tantos “desculpe lá”, tantos amigos, tantos Alentejos, Açores, Minhos e Portugais.

O que começou com um amor a primeira vista, virou família. Portugal é também minha casa, lá está também minha gente, encontro naquelas terras, também a minha história.

Depois da primeira aventura com os grandes parceiros Zig e Stein, tive por lá muitas jornadas. Tanta gente que virou parceira. Impossível listar todos, mas não dá pra não dizer que sem os cavaleiros andantes Carlos Pedro, Luís Fernandes, Luís Moura, Pedro Mestre e Celina da Piedade (sim, também há mulheres neste exército) não seria possível ter visto o país como vi. Eles me acompanharam muito nos meus primeiros olhares e nos meus olhares através do tempo. Nossa, penso em vocês e me vem um amor no peito… Obrigada irmãos, sem vocês Portugal seria outro.

Sem Domingos Morais não haveria nada. O meu professor e mestre e conselheiro e amigo. Domingos teve e tem para comigo uma cota de generosidade infindável. Não bastasse tudo que fez, abriu-me as portas da família e com Teresa, João, Joana, Pedro, Tiago e toda a família Morais me deu uma casa e uma família portuguesa.

Aff… e Joana, Carla, Filipa, Lúcia, Miguel, Rui (Vaz e Jr.), Zé Manuel, Manuel e Luísa, Conceição, Fernando, Mário, Gonçalo, Zé (vários e em especial o Moças), Elisa, Guida(s), Diana, Léa, Barbara, Mercedes, Ramon, Laura, Paulo, Patricia, Chico, meu Deus, sinto que preciso continuar, e são ainda tantos os fundamentais. Não vou conseguir dizer aqui todos, mas paro esta lista cheia de rostos na cabeça. Não esqueci de vocês e de como transformaram meu olhar sobre o mundo.

Sem eles meu Portugal não teria graça, não teria cor, não teria gosto e não teria amor. Não teria baile e nem teria sentido.

E os tocadores então? Eles, que me levaram até lá e que hoje, revisitando o extenso material ainda não publicado que fiz em 2004, 2005 e 2006 com as infindáveis entrevistas a mais de 50 tocadores portugueses, encho os olhos de lágrimas. Bernardo, Laura e Amélia, Roque, Manuel Bento, Maria Mariana, Caxadinha, Arture!!!… Meus sais minerais – tenho que publicar esse livro! Não morro contente se não partilhar estas conversas… Tem que ser. Havemos de dar jeito. Já são dois livros lá, mas é preciso este terceiro.

Andei por tudo um pouco naquelas terras e ainda assim, falta tanto por andar. Movida por isso e pelas palavras do genial Benjamim Pereira, que é para mim, a memória mais sonhada e mais viva do Portugal que eu desejo, vou voltar!

É hora! A saudade aperta, a vontade emana! É tempo de rever Portugal!

E já sinto, vem nesta viagem o novo! Como veio em 2004! E como diz Benjamim, o grande: “Não tenham medo do futuro!”

É isso Benjamim! Estou chegando e vou para vê-los, todos vocês, que fazem desta terra, um lugar maravilhoso, um lugar intenso e vigoroso, de arte e de amor, de compartilhar e de continuar a alimentar o sonho!

Estou chegando Portugal!!! Te vejo no dia 21 de setembro! E fico um pouquinho por aí, ok? Outubro de reencontros… Me espera que é já ali.

Feliz, no Alentejo, 2004. Foto: Zig Koch/Projeto Tocadores.
Feliz, no Alentejo, 2004. Foto: Zig Koch/Projeto Tocadores.
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