Ação!

Ah… aquela sensação… de novo. Vai chegando. E agora não tem mais volta. Em poucos dias vamos estar no set para gravar mais um!

Mais um filme, eu nem acredito. Parece que foi há tão pouco tempo que os dois primeiros saíram prontos, depois de tanto preparo, ajuste, conversa, trabalho, suor. Já passaram mesmo 10 anos? E agora já vou lá no oitavo? É isso mesmo? Esta conta está certa? (Está sim. Dois ainda estão inéditos, mas vem por aí em breve…)

Toda vez que eu vou fazer um filme me vem na mente a memória da estrada. Dos tempos que eu passei rodando por aí a fora, seguindo os rastros das festas e dos sons que eu sempre achei que vinham me buscar. Vieram. Eu fui…

Ficaram impressas em mim estas viagens iniciáticas. Em que eu só tinha a estrada a minha frente e aquela sensação do vento batendo na cara, da necessidade de ir, de encontrar.

E o encontro aconteceu, tantas vezes, tão forte, tão vida, que virou música, virou livro, virou filme.

Muitas vezes fazer um filme pra mim é como fazer música. E no set, quando eu olho a minha equipe guerreira, é como se eu estivesse mesmo à frente da nossa bandeira e tal qual folião de guia, toco a tropa pra seguir no giro, agradecendo e honrando a benção de estar ali de frente da tarefa. Eita vida!

Mas fazer um filme é sempre fazer uma nova família, criar um laço naquele espaço, naquele momento do tempo, que se surge mesmo, faz o filme acontecer e ganhar vida própria. E quem conhece set, sabe como esta arte é mesmo uma magia.

Ai, ai… ainda estou aqui, protegida, na minha Olaria, com tudo isso só dentro de mim, construindo as cenas, escrevendo estas frases compridas cheias de vírgulas, pilhada nos telefonemas pedindo todo tipo de ajuda que é sempre bem vinda.

Daqui há bem pouco estarei na estrada, com o vento forte. Cercada de gente que me garante e que se garante. Gente que quer fazer da nossa música a mais bonita da cidade.

E dessa vez, volto pra Paranaguá, que é minha casa também, que já me recebeu pra contar as histórias dos Tocadores, do Fandango, do Divino. E eu volto pra contar da festa, pra fazer o filme de uma outra folia, a folia do Boi. Pra encontrar uma família da tradição que já está fazendo seus preparos por lá, levantando o auto com todo cuidado.

E com a música à frente, esse pessoal ponta firme do meu lado, e muita gente amiga na torcida atrás do nosso bloco, é que eu digo: Vem Boi! É de mamão! É do Paraná! Vem brincar, põe o nosso filme na roda e faz o nosso sorriso mais cheio de gente!

Borá lá que o filme já vem!

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