Fan! …dango

Fui ao Pará neste junho e por lá passei o filme do Fandango no Arraial do Pavulagem e em Bragança.

Bacana ouvir as perguntas de gente de tão longe sobre o nosso fandanguinho querido, tão bem estimado.

Mas antes de ir longe, neste mesmo junho, fui pertinho.

Fui ao Valadares lançar o filme do Fandango por lá. Nossa estréia em Curitiba, em março, já foi uma festa grande, com a presença de 30 fandangueiros, mas faltava fazer a festa lá na ilha.

E foi mesmo na festa, na Festa do Divino! Dia 02 de junho, celebramos todos, revendo o filme lá quase “em casa”.

Fiquei assistindo a platéia e vendo gente muito quieta, compenetrada, gente muito falante comentando tudo, gente que ia chegando no Mangue Seco pro baile e viu um filme, levou um susto…

Acho que o pessoal gostou de se ver lá, projetado no espaço do baile. O Paulinho do Mangue Seco até falou: “Puxa, a gente podia deixar sempre as imagens das danças projetadas no baile, ia ficar legal!” Fandango moderno…

E eu fiquei ali pensando em tudo, pensando em tantos anos indo e vindo com a comunidade fandangueira. Deu vontade de fazer mais cinema, de contar mais histórias, de mostrar pra mais e mais gente. Deu vontade de que mais e mais gente no interior tivesse um cinema ao seu alcance, que fosse toda semana ao baile e ao cinema. Que tudo isso fosse um hábito possível.

Quem sabe o Divino na sua festa ouviu esse meu pedido sincero…

Pro ano, se Deus quiser, nossa bandeira leva mais um minha gente!

Na Mandicuera com os amigos! Aorélio, Aliete, Lia, Denis, Josi e Preci.
Com os fandangueiros do Grupo Mestre Brasílio na maior animação pós filme! Mestre Brasílio, Lia, Benedita, Waldemar e Nadir no Mangue Seco.
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Amor Pará

Minha primeira vez em terras do Norte.

Já havia sonhado com elas há tempos, com suas cores, sua exuberância, com os frutos e flores, com os povos da floresta. É verdade que não havia dimensionado bem o calor e seu efeito alucinógeno. Mas vendo de perto, sentindo na pele a intensidade do Norte, o calor torna-se parte do enlace.

Foi assim que encontrei Belém, num enlace quente e úmido de gentes que antes abraçam e depois dizem qualquer coisa.

Confesso que ia meio desconfiada, de última hora, pensando o que seria este Brasil tropical tão distante e só visto em sonhos.

Rendi-me. Belém é arrebatadora. Tudo transborda. Os cheiros, a água, a intensidade de cores e sons. É curioso não ser de algum lugar e em tão pouco tempo ser próximo.

Em Bragança, os marujos e marujas me surpreenderam com um ano inteiro de tradição para uma festa única, enorme, enfeitada, entregue. Hei de ir, de ver de perto o dia que merece todo este preparo.

Em Belém e no Grão Pará encontrei novos amigos, que sonho permaneçam na minha estrada.

Mesmo com a foto tremida de emoção, vale registrar este momento!

Os incríveis do Arraial do Pavulagem. Gente amiga, gente de música, gente de um mundo melhor. Tive a honra de inaugurar o projeto Oralidades na sede do Arraial com o filme Fandango – dança tradicional do Paraná. Que bonita noite! Só alegrias neste encontro com uma turma que faz muito e faz tão bem.

Cortejo do Boi Pavulagem.

No cortejo do Boi Pavulagem, todo o mundo em uma rua. Uma organização que impressiona… O Arraial da Pavulagem arrasou! Momento Pará Pai d´égua total!

Os bois Malhadinho e Pavulagem na chegada do cortejo fluvial ao som do Carimbó.
Teatro Museu da Marujada.

Em Bragança – Pará, um Império do Divino dos Açores? Parece, mas é o Teatro Museu da Marujada.

Detalhe de painel do Teatro Museu da Marujada em Bragança.

A caminho do interior, pra encontrar as bandeiras que esmolam na Colônia, em Bragança. Êita Brasilzão velho de guerra comendo poeira na estrada!

O cuidado com o altar para São Benedito.
Detalhe do altar.
Na esmolação da Comitiva da Colônia com a turma da marujada.
O Sr. João Batista, da Comitiva do Campo. Uma vida na tradição.
Os donos da casa e a tradição do mingau que não pode faltar!!

Incrível! De volta a Belém, no meio da multidão do cordão do Boi Pavulagem encontrei Dona Teresinha, de Bragança! Ela é quem faz os chapéus das marujas. Vou logo encomendar o meu…