Na Olaria 2

Eis os limões…

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Dois mil e doce!

Para mim, 2012 começou em novembro passado. Porque já nesta altura andávamos programando janeiro.

Como sempre, janeiro é tempo de festa e trabalho. É tempo de folias, de armar a minha própria companhia e sair com a bandeira, de casa em casa, pedindo ofertas para fazer a nossa festa, que se traduz em mais um filme, que depois de muito, muito, muito trabalho, vira a festa de muita gente, vira o encontro de tantos outros.

Neste janeiro, andei com a minha companhia de valentes pelo Quilombo de João Surá e pudemos todos juntos – nós e a comunidade, construir mais uma festa, contar mais uma história.

João Surá não está tão longe quanto fica. Na verdade está na mesa ao lado, com pilhas e pilhas de anotações que traduzem um pouco mais destes dois anos de idas e vindas, de conversas e convívios com Dona Joana, Clarinda, Antônio Carlos, Lili e tantos mais.

O quilombo há de merecer mais uma série de posts sobre esta incrível jornada. Mas o fato é que olhei no calendário e já é fevereiro!

E eu tinha combinado que em 2012 retomaria o ritmo e deixaria o blog tinindo! Mal consigo responder todos os emails… Nem achei ainda o mural o facebook… Nem contei a todos que fizemos um site lindo sobre as folias do Norte do Paraná…

Tantos assuntos… hão de render vários posts!

Mas no fundo olhei no calendário e tendo em conta que já era fevereiro, achei melhor relaxar um pouco dessa correria workaholic total e fiz o óbvio. Fui a Paranaguá para cair num fandanguinho. A melhor escolha da semana, sem dúvida.

E foi lá, a espera de descansar um pouco do meu presente sobrecarregado que eu reencontrei ele, o Rei, o Meste, o Cara: Leonildo Pereira.

Leonildo, como eu já escrevi em quase todos os livros, foi a fagulha que me levou a descobrir o mundo da cultura tradicional e a repensar a relação do ser humano com a arte, com a natureza, com o próximo.

Foi ótimo revê-lo e na sua figura, reavivar coisas que eu já sei, mas que o dia a dia pode nos levar a esquecer. Pedi-lhe um conselho. E ele, leu minha mente, leu meu coração e deu-me o conselho do ano. (Que eu não posso dividir porque conselho é coisa da vida privada.) Mais uma vez sou grata por encontrar o Mestre e por ouvir suas palavras.

Devidamente bem aconselhada, já posso dizer que estamos a pouco mais de um mês de lançar nosso novo documentário. Um trabalho dedicado às danças do fandango e ao poder deste baile. No ano em que o projeto Tocadores completa 15 anos! No ano em que o fandango há de ser o primeiro bem de natureza imaterial registrado da Região Sul inteira! Uau… quantas alegrias!

E pensar que nos idos de 1998, quando comecei com esta história de documentar tradições musicais populares era preciso caçar um bailarico no tapa, ir aos recônditos depois da curva.

Hoje, pego o carro e em menos de hora e meia encontro um Encontro de Fandango, organizado pelos fandangueiros, reunindo gente do Ariri, de Guaraqueçaba, de Paranaguá… e melhor, todos amigos, rostos conhecidos! Reconhecidos.

Então, sabe como é. Não consegui não fazer umas fotinhos… Deixo aqui umas tentativas de portraits dos amigos só pra acabar com tanta escrita.

Feliz dois mil e doce para todos nós! E que o ano aqui, neste espaço, seja repleto de histórias e de encontros!

Leonildo e sua frase de sempre: Tristeza não paga dívida!
Waldemar, sempre na estica! Olha só o novo chapéu de todos os tocadores! Muito chic demais...
Poro de Bergerac
Leonildo e eu profetizando um ano de alegria!
O pessoal decorou o salão com a exposição do Tocadores! É muito bom sentir que fazemos parte...