Ontem

21 de março, solstício da primavera deste lado do oceano, dia da poesia em Portugal e sob uma lua vermelha, mais próxima do que nunca das nossas mãos, atopei com o poema da portuguesa Ana Hatherly que já sob outro luar, revejo…

ASAS

Eu não sou a que parece
Eu sou a que me inventei

Sou sem ninguém
Ébria de escrita
Vou renascer do meu fim

Inclina-te a mim:
Tenho asas!

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Tocá Rufar!

Fevereiro passou meteórico e março chegou com uma triste notícia.

No dia 1 de março, pelas 15hs ardeu o TamborQFala, a casa dos Tocá Rufar.

O que dizer de uma dor como essa?

Nem consigo imaginar o susto, o surto, a silêncio de tal som.

Ao receber pelo mailing da Tocá Rufar esta notícia, só é possível abraçar bem forte toda equipe e Rui Júnior, figura impar, que sempre foi para mim e para tantos uma inspiração de idéias, de atitudes, de capacidade de realização.

O mais latente de tudo isso é o comunicado que informa que apesar do ocorrido haverá ensaio no Domingo e que é preciso que tragam os instrumentos que tiverem em casa e completa:
“Eram os bombos que morriam lutando, gritando para que não desistíssemos nunca.
Agora é o momento.
Entreguem-se! Revelem-se! Superem-se!”
Inacreditável o potencial humano dessas figuras que revelam na maior adversidade o verdadeiro calor.
Ao Rui e aos amigos do Tocá Rufar um abraço atlântico e uma reverência: pela força, pela coragem, pela retidão dos propósitos.

E com bombos marcamos: Tocá Rufar! Tocá Rufar!

*Informações, imagens e DONATIVOS PARA O BOMBO*