O som o e sentido

Naquelas semanas em que cada dia tem que valer por dois e meio, não se sabe bem como é possível ir de Curitiba a São Paulo a Curitiba a Londrina a Maringá a Sarandi a Mandaguari e arredores nesse tempo incerto.

 

A questão nem é tanto o puxadão da estrada, mas o que está no meio, em cada paragem. Tem que valer o dia.

 

No meio do caminho, o som e o seu sentido.

 

Em cada parada do caminho: música. Música por todo o lado. Música de uma gente, pra outra gente. Música que adentra e vira imagem, vira filme, vira dança, vira história, vira encontro, vira o som no seu sentido.

 

E o sentido é o próprio fazer, o experimentar. No experimento o sabor, o riso, uma diversão de conversa, uma dúvida que se perde, uma pergunta que se ganha, o encontro.

 

Nessa semana corrida, muitos encontros mundo a fora. Dos sons do Mutrib à folia do Seu Pracinha, das danças da Bety Gervitz aos Toques do Caramulo, de Cingapura à Brasília, do Alentejo a Ilha dos Valadares, do Bairro São Brás em Curitiba a Oeiras, nossos amigos vão fazendo filme, livro, dança, teatro, folia… Vão fazendo som, vão fazendo sentido.

 

E a estrada vai ficando curtinha com a trilha sonora dos encontros que valem à pena.

 

Música… serve é pra isso.

 

Obrigada a todos os amigos que fizeram do nosso 2010 um ano bem acompanhado!

 

Feliz Natal e até dia 6 de janeiro, dia de Reis! Ô larai…

 

2010: Caderno de Danças do Alentejo / Nenhum dia sem uma linha

2011: Folias do Norte / Oficinas em Curitiba / E mais… por aí a fora…

 

Trilha sonora de viagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O presépio do Embaixador Gabriel Arcanjo: esperando o Menino Jesus, que só nasce dia 24...
Anúncios

Lançamento: Nenhum dia sem uma linha

Convidamos os amigos, parceiros e colaboradores para estar conosco na próxima quinta-feira, dia 09 de dezembro no Museu da PUC-PR e comemorar o lançamento do livro Nenhum dia sem uma linha, do arquiteto e historiador Irã Dudeque.

A obra aborda a história do urbanismo em Curitiba no século XX e é resultado de mais de cinco anos de pesquisa do autor, que lançou em 2001 Espirais de Madeira, também em parceria com a Olaria Projetos de Arte e Educação.

As 19horas, palestra com o autor, seguida por sessão de autógrafos.

 

 

 

Parabéns D´Orfeu!

Neste dia 4 de dezembro a D´Orfeu Associação Cultural completa 15 anos de aventuras!

Do início, com os multi sons de Artur, Luís, Bitocas e Rogério, aos dias de hoje em que se juntaram Lea, Joca, Silva, Rui, Evelina e tantos mais, nossos amigos da D´Orfeu agitam Águeda e o mundo com projetos, realizações e idéias para o futuro.

Acompanhamos a associação desde 2004, quando realizamos nossa primeira viagem de pesquisa a Portugal. L.M.Stein (produtor), Zig Koch (fotógrafo) e eu, aportamos em Portuga e de saída conhecemos a D´Orfeu. Desde então, sempre que passamos pelas terras lusas, tentamos incluir Águeda no roteiro.

Consolidando as amizades e parcerias entre a D´Orfeu e a Olaria, o músico e produtor Luís Fernandes (um dos primeiros a apoiar o projeto Tocadores em Portugal!), em viagem de prospecção pelo Brasil, escolheu Curitiba como sua primeira parada para conhecer de perto nossos projetos, grupos e artistas da cidade e de quebra, dar um pulo ao litoral paranaense para ouvir um fandanguinho.

Esperamos que destas viagens todas, resultem novas parcerias para deixar Brasil e Portugal, Águeda e Curitiba mais próximas.

Parabéns D´Orfeu e seus valentes!

Leia mais em: http://jornal.publico.pt/noticia/02-12-2010/tudo-comecou-com-quatro-irmaos-em-busca-de-mais-musica-20733550.htm

E conheça o trabalho da Associação em: www.dorfeu.pt

Água

Tem dias que chove uma chuva pra lavar a sua alma.

Tem dias que as próprias palavras não bastam e é preciso escutar as dos outros.

 

Água

Se eu fosse chamado

A erigir uma religião

Faria uso da água

Ir a igreja

Envolveria passar a vau

Com roupas secas, diferentes;

A minha liturgia empregaria

Imagens de encharcar,

Um alagamento de furor e devoção.

E do lado nascente iria erguer

Um copo de água

Em que a luz de qualquer ângulo

Se congregasse sem fim

Philip Larkin